quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Alma singular e olhar que garimpa


Eu poderia deixar nessas linhas tudo o que sinto. E te contar sobre tudo que vivi. Das dores que tive e das que, ainda, moram por aqui. Poderia te contar sobre todos os sonhos: os que me frustraram, os que já foram realizados e me deixam cheia de alegria, os que ainda são apenas anotações numa agenda e, também, sobre os que a vida nem me permite ter.
Mas existem coisas que pra sempre serão segredos. São coisas que pertencem só a mim e eu preciso deixá-las guardadas.  Talvez, porque ninguém me compreenderia. Talvez, porque cada um deva ter seus próprios segredos.
Na agenda, mil escritos que somente eu mesma posso ler. No coração, pensamentos confusos que insistem em não se resolver.
É aí que se esconde a beleza ‘do ser’. É aí que cada um é unicamente singular. Cada segredo guardado revela sobre mim o que tantos não sabem. É preciso muita intimidade, e coragem, pra lapidar o que cada um precisou esconder. E o primeiro a garimpar é sempre o olhar.
O olhar que, de tão atento, enxerga nossa alma. Nos vê por inteiro. E nos compreende, mesmo sem saber dos porquês e do que ainda vai permanecer escondido.








Júlia Menezes


Cores, flores,  [segredos]  e amores.
bjin's








[Imagem Google]

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