quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Do que me conta Lya Luft

Uma luta inglória com gigantes internos e externos, moinhos de vento nem sempre engraçados ou ingênuos, ocupa boa parte de nosso tempo, que deixa de ser dedicado aos amores, à contemplação do belo ou à interrogação da vida e ao crescimento pessoal, e ainda ao cuidado dos que de nós dependem.
[...]
Tanta coisa nos atrai ou repele, o ritmo é tão vertiginoso e as possibilidades tão extremas, que esse sujeito contemporâneo, nós, é um feixe de contradições. O que aliás torna a vida interessante, mas ao mesmo tempo enche os consultórios dos terapeutas, esvazia as prateleiras das farmácias, nos faz uma geração que duvida - o que talvez seja a nossa salvação.
É preciso muita alienação para não sentir o desconforto que reina em nossa sociedade e em nossa cultura.

Lya Luft, A Riqueza do mundo. Página 14.


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